11 de dezembro de 2004

Escrevendo uma cartinha...

Recentemente, fui obrigado a voltar para o Instituto Metodista Bennett, onde estudei quase a minha vida inteira, porque precisava obter meu histórico escolar. Chegando lá fui muito bem recebido pelas moças que trabalhavam na secretaria. Acho que como é um procedimento normal nestes casos, elas me perguntaram o que eu fazia da vida. Não preciso dizer que elas ficaram bastante surpresas quando souberam que eu fazia doutorado na UFRJ. Acho que isso aconteceu porque a maioria dos ex-alunos do Bennett devem ter se tornado cafetões, traficantes ou ambos. A partir daí as bajulações por parte delas aumentaram ainda mais. Algumas elogiaram meu cabelo (ohhh...), outra me deu uma caneta (que já foi devidamente perdida) e me recordo que uma delas soltou a pérola, “Esses Bennettenses são bons mesmo!”. Finalmente, as moças me fizeram prometer que eu escreveria uma carta para o jornalzinho da escola, relatando o papel que o Bennett teria exercido na minha formação.

Bom, eu posso ser um perfeito filho da puta, mas por incrível que pareça, sou um homem de palavra. Então aproveitando esta noite de sábado ociosa, decidi finalmente (acho que já faz mais de 2 anos que eu passei no Bennett) por a mão na massa e escrever a carta que me pediram. Estou deixando o draft inicial aí para colher opiniões.

O papel do Bennett na minha formação, por Leo Morita Miyakoshi

Sempre fui um nerd maldito. Toda a minha vida no Bennett fui rejeitado pelas mulheres e humilhado pelos meus coleguinhas nas aulas de Ed. Física. Sempre existiram pessoas que implicavam comigo e queriam me bater. Perdi a conta das inúmeras vezes em que chorei na frente de todos. Alguns professores eram bem legais comigo, não posso negar. Mas, carrego comigo também a lembrança de vermes como a professora Eny e outros carrascos que se achavam professores de Ed. Física. Sei que todas estas coisas ficaram para trás e que devemos seguir nossa vida, mas se pensarmos assim porque não esquecemos também Auschwitz, Dachau e Treblinka?
Hoje continuo sendo um merda na vida. Sou obrigado a torturar e violentar menininhas para satisfazer meus impulsos sexuais bizarros. Eu não gostaria que fosse assim, mas as vozes na minha cabeça me obrigam. O que eu posso fazer?
Aproveito para deixar aqui minha gratidão eterna para todas as pessoas do Bennett que colaboraram na minha formação.

“Salve, Bennett querido, nosso lar de bênçãos mil! Qual luzeiro foste erguido para a glória do Brasil !”

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