5 de dezembro de 2004

Holocausto evangélico

Provavelmente todos os ditadores que já existiram na história da humanidade eram homens de baixa auto-estima e munidos de vários complexos. Como todos já devem saber, Hitler possuía um só testículo, Mussolini tinha um pênis minúsculo, Stalin chorava como uma menina e o Pol Pot... Bom, este cara era simplesmente muito feio.

Desta forma, acho que eu poderia vir a ser um grande ditador. Talvez o maior que o mundo já conheceu. Aproveito para lançar aqui a minha campanha oficial para me tornar ditador do Brasil. Acho que preencho todos os requisitos necessários, pois não apenas tenho a auto-estima de uma lombriga defeituosa, como possuo também a segunda característica fundamental para me tornar um tirano profissional, que é a implicância com certos grupos de pessoas.

Hitler (sempre ele) implicava com os judeus, Milosevic não nutre amores pelos albaneses kosovares e sempre foi uma decisão sábia nunca colocar o General Franco junto com os torcedores do Barcelona.

Acho que se eu fosse ditador minha implicância iria variar, ao longo da minha permanência no poder, tanto em nível de intensidade como no seu direcionamento. Por exemplo, acho que nos meus primeiros 6 anos no poder eu direcionaria todo o meu ódio aos vários grupos evangélicos que povoam este Brasil. Inicialmente, os evangélicos teriam que andar sempre com bíblias debaixo dos braços para serem identificados de longe. Depois, creio que fecharia todas as igrejas universais, que seriam demolidas e substituídas por cinemas multiplex. Por fim, todos seriam deportados para campos de concentração. Quando eu me cansasse de implicar com os evangélicos, acho que passaria para os católicos, depois para as testemunhas de jeová e assim por diante...

Obviamente, como tudo que é bom dura pouco, quando eu estivesse me divertindo bastante, os EUA mandariam suas tropas para me tirar do poder. Posso ver claramente os marines desembarcando na praia de Copacabana. Como sou covarde, aceitaria sair do poder sem demonstrar a menor resistência e iria todo feliz para Haia, responder pelos meus crimes de guerra. Na minha velhice, impossibilitado de retornar ao Brasil, veria documentários no GNT sobre o período mais negro da história do país, a ditadura de Leo. Escutaria os depoimentos dos sobreviventes dos campos de concentração e dos americanos que os libertaram. Um soldado americano se recordaria da visão dos evangélicos esqueléticos saindo em fila dos campos de concentração, cantando aquelas músicas de igreja em uníssono. Então chorando copiosamente ele diria, “The horror, The horror, oh.... The humanity!”.

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