16 de janeiro de 2005

Romeu e Julieta


“Toda forma de amor é válida e maravilhosa.”. Este provavelmente é o lema da maioria dos homossexuais e pedófilos que existem por aí.

Romeu Ebenezer dos Santos se encaixava na segunda categoria e tinha orgulho disto. Ao contrário dos seus colegas de escola, que expressavam seus desejos de se tornarem bombeiros, médicos ou advogados, Romeu sempre ambicionou ser um pedófilo. Não sabia explicar o porquê, achava que devia ser uma coisa meio kármica, pois desde a primeira vez que ouviu o som da palavra “pedófilo” ele já sabia que o seu destino estava traçado.

Um dia finalmente conseguiu adquirir todos os pré-requisitos para se tornar o pedófilo que sempre havia almejado ser. Passou a rondar as escolas primárias de sua cidade. E foi então que a viu pela primeira vez.

Julieta Van Gelsen tinha 12 anos na época e era uma coisa linda. Era branquinha e tão miúda que parecia até um iPod Shuffle. Foi amor à primeira vista. Romeu comprou um pirulito para ela e a levou até um parquinho, onde se amaram pela primeira vez.

Mas esta não seria uma história de amor completa se nossos amantes não tivessem que passar por adversidades. Romeu sentia-se esmagado por olhares de repugnância toda vez que andava de mãos dadas com sua amada. Não é preciso dizer (mas vamos dizer assim mesmo) que os pais de Julieta quase vomitaram quando ela apresentou aquele que era seu “primeiro namoradinho”. Romeu praticamenfe foi expulso a tiros da casa dos Van Gelsen.

Desolado, não conseguia compreender o motivo de tamanha discriminação. Olhou-se no espelho e viu a imagem de um homem bem apessoado no alto de seus 45 anos. Não era japonês, Nerd e muito menos biomédico. Por que não podia amar como todas as outras pessoas? Por que?

Julieta também parecia não entender o que estava acontecendo. Em um gesto típico de rebeldia pré-adolescente, tomou um frasco de veneno e entrou em coma.

Ao saber do infortúnio de sua amada, Romeu se desesperou. Queria fazer o mesmo que ela, mas era muito covarde. Apesar de ser persona non grata pela família de Julieta, todos os dias ia ao hospital portando um buquê de rosas brancas. Conversava com Julieta, apesar de não ter certeza se ela podia ouvir suas palavras. E as tais palavras que saíam de sua boca eram quase sempre juras de amor eterno. Um amor eterno, apesar de tudo.

A eternidade durou seis anos. No dia do seu aniversário de 18 anos, Julieta recebeu a visita rotineira de Romeu. Foi aí que ele percebeu que aquela figura deitada inerte na sua frente não emitia mais aquele brilho dos velhos tempos. Nunca mais voltou a visitá-la.

E assim termina a história de amor de Romeu Ebenezer dos Santos e Julieta Van Gelsen. Porém, é apenas o começo da história de amor entre Romeu Ebenezer dos Santos e Adriana Castanedas. Adriana era uma coisinha lindinha, 13 anos, pequenininha, parecia uma Scarlett Johansson em miniatura...

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